Ecosradioweb's Blog

janeiro 17, 2010

Quando uma estória não tem fim

Filed under: capítulo I — by ecosradioweb @ 10:01 am
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Esta é minha estória, quem vai decidir se a continuo ou não é você!

 

Capítulo I

 

O dia amanhecia lentamente.

Os primeiros raios de sol, tentavam romper a barreira que as nuvens empunham, como grandes muros feitos de ar.

O computador ligado e muitas idéias na cabeça, muitas lembranças atormentadoras que assim como o sol, buscavam romper a invisivél barreira entre um ontem, um hoje e um amanhã.

O teclado tentava traduzir em palavras aquilo quer há muito deveria ter sido dito,mas infelizmente a coragem faltou no momento exato.

A imagem de fatos passados agora clara se fazia, e tomava a forma de um velho projetor 16 mm piscando em uma tela branca com cortinas vermelhas ao lado, como em um cinema antigo, com suas poltronas de couro machucados pelo tempo.

Tentava ser mais claro, mas não conseguia, tentava ser objetivo, mas as palavras atravessavam e as idéias e imagens se confundiam aos poucos.

Assim iniciou de laguma maneira sua estória, afinal, meio século vivido, com muito a dizer e colocar para fora.

Os rostos bailavam em uma sinfonia linda, orquestrada por seus pensamentos distantes, mas não esquecidos, amarelados pelo tempo talvez, onde as rugas marcavam mais que um sinal de idade.

Acendeu seu cahimbo, cujo cheiro de chocolate inundando a sala, transportava-o mágicamente enquanto a fumaça alcançava o ilimitado.

Pensou por algusn momentos, se quem por ventura tivesse contato com aquelas palavras ali escritas, poderia de laguma forma entender ou mesmo, compreender que uma vida não se termina pelo fato de não mais ali estar, mas continua, pérpetua enquanto  alguém tomar ciência de que uma estória ali estava sendo escrita.

Abria o baú de suas antiguidades, e buscava o mais interessante de tudo que colecionou ao longo do tempo, e uma foto, caiu no chão.

Não a recolheu de imediato, apenas a olhou de longe, como longe estaria aquela velha recordação.

Valeria de alguma  forma manter o sacrificío de ao menos buscar a tentativa de contar a alguém que não conhecia e que nunca viu, uma estória que apenas uma foto tinha para contar ?

Os anos 80 pareciam ferozes e prontos para serem enfrentados, aos poucos perdíamos o medo, e buscavámos a liberdade, mesmo sem saber ao certo o que fazer quando a encontrassémos.

E foi ali, naquela rua, naquele lugar, naquela hora, naquele momento, com aquela música que tudo aconteceu…

Cabe ao leitor  decidir, vamos em frente ou não ?

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